Porquê Entre DOURO e MINHO ?
Porque, nasci numa cidade duriense das mais bonitas, Lamego. Porque, migrei para a cidade de Gaia, no início da década de 60, onde vivo a minha juventude, e permaneço até hoje. Porque, a partir da década de 90 divido a minha vida, com Cabeceiras de Basto.
É Entre DOURO e MINHO, porque complemento a minha vida com o rural duriense, o rural minhoto e o urbano, do litoral. Será desta grande região, tão diferente entre as suas gentes, mas tão NORTENHAS, que exporei uma das minhas grandes paixões - como amador e autodidacta - a fotografia, bem como escritos sobre esta tão vasta região...
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
domingo, 29 de abril de 2018
Mercado do Bolhão encerrou ontem, para obras. ATÉ JÁ ...
- Porto -
O Mercado do Bolhão, no Porto, fechou ontem as portas, para que o edifício seja restaurado. Quando reabrir, segundo consta, daqui a dois anos, terá no piso térreo o mercado de frescos e no piso superior restauração e outras lojas.
O Mercado do Bolhão é o mercado emblemático da
cidade. Classificado como imóvel de interesse público em 2006 e classificado
como monumento de interesse público, em 2013. Existem quatro entradas
principais em diferentes cotas, a entrada sul (por ventura a mais usada) dá
acesso ao piso térreo é feito pela Rua Formosa, a entrada norte pela Rua
Fernandes Tomás, dá acesso ao piso superior, há também as entradas laterais
pela Rua Sá da Bandeira, a poente e Rua Alexandre Braga, a nascente, que dão
acesso a um patamar intermédio com escadarias que ligam ambos os pisos.
Há cerca de dois séculos, o terreno onde foi erguido
o típico "Mercado do Bolhão", naquele que é considerado como o
verdadeiro epicentro da baixa portuense, mais não seria do que um lameiro
pertencente à quinta aí existente, propriedade dos condes de São Martinho, da
qual restaram pouquíssimos vestígios. O nome pelo qual é largamente conhecido
derivará, tanto das características do solo, quanto da existência, nas suas
imediações, de uma bica designada, precisamente, de "Fonte do
Bolhão".
Apesar da Câmara Municipal do Porto o ter mandado
construir logo em 1837, numa altura em que, por ordem do arquitecto e professor
da Academia de Belas Artes do Porto, Joaquim da Costa Sampaio Lima (?-1864), se
atribuíam os lugares no "Mercado Interno do Bolhão", foi apenas em
1851 que se iniciou a sua edificação no mesmo local onde já funcionava um
mercado constituído por estruturas ainda demasiado precárias e transitórias,
num momento em que uma das artérias mais movimentadas da cidade - a Rua Sá da
Bandeira - começava a ser rasgada.
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Situado na freguesia de Santo Ildefonso, o mercado
foi transformado no que é hoje pelo arquitecto António Correia da Silva em
plena 1.ª Grande Guerra Mundial, entre 1914 e 1917, depois de, em 1910, o anteprojecto
do Eng.º Casimiro Barbosa ter sido aprovado.
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Ocupando todo um quarteirão, o "Mercado do
Bolhão" apresenta planta rectangular alongada, com linhas arquitectónicas
e gramática decorativa de fundo neoclássico tardio, algo aproximado às do
arquitecto José Marques da Silva (1869-1947), como a "Estação de São
Bento", não só na linguagem arquitectónica como na própria monumentalidade
exibida que, no caso do mercado, será acentuada pelos torreões colocados nas
esquinas. Ademais, o facto de ambos terem cursado em Paris poderá explicitar a
forte influência exercida pela denominada arquitectura da École de Beaux Arts
nas suas respectivas opções estéticas.
(in Património Cultural)
sábado, 23 de dezembro de 2017
Árvore de Natal
Os nossos antepassados
foram arborícolas e só desceram das árvores, quando o degelo encolheu as
florestas e os membros do corpo humano ganharam agilidade e engenho. O próprio
corpo humano figura uma árvore: tronco direito, braços levantados, dedos
estreitos. A árvore está na origem e no fim, no berço e no esquife. A árvore
liga a terra ao céu e representa a fecundidade, a cura, a proteção a
resistência, a retidão, a renovação.
Ao longo dos tempos, as
religiões apropriaram-se de determinadas árvores para os seus sistemas
simbólicos: os egípcios associaram o cedro a Osíris; os gregos o loureiro a
Apolo, o abeto a Átis, a oliveira a Atenas e a azinheira a Zeus; os germânicos
colocavam presentes para as crianças debaixo dum carvalho.
A tradição judeo-cristã
fez também da árvore um dos seus símbolos mais poderosos: a árvore da vida, a
árvore de Jessé, a árvore da Cruz. O hábito de enfeitar uma árvore por alturas
do natal começou com os alvores do mundo moderno.
A árvore de natal é em
geral uma conífera, um pinheiro ou um abeto, porque as regiões bálticas onde a
tradição se iniciou, era a árvore mais comum. Afirmam alguns, que a primeira
árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, por volta de 1510. Outros
ligam a tradição a Martinho Lutero. Passeando pela floresta numa noite, nas
proximidades do natal, Lutero reparou na extraordinária beleza dos abetos
cobertos pela neve e pelo céu estrelado. Em casa, procurou reproduzir esse
cenário, acrescentando à árvore pequenos bocados de algodão, velas acesas e
outros enfeites. Durante o século XIX, a prática estendeu-se um pouco a toda a
Europa e Estados Unidos, generalizando-se depois ao mundo inteiro.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Aniversário da conquista da Taça Intercontinental - 2004
Passam hoje 13 anos, após a conquista da Taça Intercontinental.
Este olhar é o momento de concentração antes da marcação do 8º penalty, que dava ao Futebol Clube do Porto o 2º título nesta competição.
Esta prova terminaria nesse ano (2004) para dar lugar há atual, Campeonato do Mundo de Clubes ou simplesmente Mundial de Clubes.
Um aparte
(27 de outubro de 2017)
O Conselho da FIFA, reunido em Calcutá, na Índia, decidiu reconhecer como campeãs mundiais de clubes todas as equipas europeias e sul-americanas que venceram a antiga Taça Intercontinental entre 1960 e 2004.
Desta forma, o F. C. Porto vê reconhecidos pelo organismo que tutela o futebol mundial os títulos conquistados em 1987 e 2004, competição que opunha os vencedores da antiga Taça dos Clubes Campeões Europeus (agora Liga dos Campeões) e da Taça dos Libertadores da América.
Os dragões conquistaram o troféu em 1987, ao vencer em Tóquio os uruguaios do Peñarol, e em 2004, os colombianos do Once Caldas.
Aqui: https://www.abola.pt/Nnh/Noticias/Ver/698991
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Edifício mais estreito do Porto
Quem estiver na Praça
de Parada Leitão e olhar em frente vê duas igrejas a dos Carmelitas, à esquerda
e a do Carmo à direita, separadas uma da outra por um edifício, com cerca de 1m
de largura, que é ou foi uma casa de habitação. O estreito edifício tem
justificação no facto de que duas igrejas não podiam ter paredes meias.
Segundo li algures, o
edifício foi durante muito tempo habitada pelo sacristão e sineiro da Igreja do
Carmo.
A igreja dos Carmelitas
era destinada aos Frades Carmelitas descalços, a nova igreja do Carmo, aos
frades da Ordem Terceira. O Convento da igreja, onde se encontravam os frades,
é o edifício hoje ocupado pelo quartel da GNR.
sábado, 4 de novembro de 2017
Ponte D. Maria Pia, faz 140 anos
- Porto e Gaia -
É considerada como uma
das maiores obras-primas executadas por Gustave Eiffel (1832-1923) e Théophile
Seyrig (1843-1923).
A Ponte de D. Maria Pia
é uma infraestrutura ferroviária por onde passava a «Linha do Norte» sobre o
rio douro e que liga as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. Liga o monte
do Seminário, no concelho do Porto e a Serra do Pilar, no concelho de Vila Nova
de Gaia.
É uma ponte em estrutura
metálica. Foi a primeira
ponte em que os apoios intermédios foram substituídos por um arco, que então
era o maior no mundo, motivo pela qual esta estrutura foi considerada uma das
mais arrojadas para a época.
A ponte foi batizada de
D. Maria Pia em honra da esposa do Rei D. Luiz I, a rainha D. Maria Pia de
Saboia.
Foi substituída pela
Ponte de São João, projetada pelo Eng.º Edgar Cardoso (1913-2000) e inaugurada
em 24 de junho de 1991.
Datas importantes:
É dado início à sua construção
em 5 de janeiro de 1876.
É inaugurada em 4 de
novembro de 1877.
É classificada como
Monumento Nacional em 26 de fevereiro de 1982.
É classificada pela American Society of Engineering (ASCE)
como Internacional Historic Civil
Engineering Landmark em 1990.
É encerrada em 24 de junho
de 1991.
É considerada pelo
jornal The Guardian como uma das 10
mais belas pontes do mundo em setembro de 2013.
Em 2009 teve a última
intervenção de obras de restauro.
A utilização atual da
Ponte D. Maria Pia é recreativa e cultural.
*
Este post
e a Filatelia:
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Capela de Carlos Alberto
- Porto -
A Capela de Carlos Alberto fica no Palácio de Cristal, ao fundo da avenida das Tílias.
A Capela de Carlos Alberto fica no Palácio de Cristal, ao fundo da avenida das Tílias.
Construída no
final do séc. XIX, a capela é um monumento em memória do rei do
Piemonte-Sardenha, que esteve exilado no Porto, tendo morrido na Quinta da
Macieirinha, perto deste local, onde passou os seus últimos dias, veio a
falecer a 28 de julho de 1849, com 50 anos. A capela foi mandada construir pela
irmã Augusta de Montléar, para honrar a memória do rei.
Esta imagem foi retirada aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos Alberto da Sardenha
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Igreja Paroquial de Samodães
- Lamego -
Exterior
Samodães situa-se na margem esquerda do rio Douro, é uma das 18 freguesias do concelho de Lamego, distrito de Viseu.
P.S.- Obtive estas informações através da comunidade de Samodães, a quem agradeço a colaboração.
Exterior
Samodães situa-se na margem esquerda do rio Douro, é uma das 18 freguesias do concelho de Lamego, distrito de Viseu.
"A Igreja Paroquial de Samodães é uma igreja primitiva, cuja origem estará pelo séc. IX. Samodães orgulha-se do seu tempo atual. Resultou este da reedificação do primeiro, obras iniciadas no ano 1702 pelo Mestre Domingos Ferreira. Corpo e capela-mor enquadradas de fortes cunhais de cantaria, sobre empenas cornijadas, (Vergílio Correia «Diário de Coimbra»). Possui talha, de elevada expressão artística, do séc. XVIII. Um formoso revestimento de esculturas douradas e policromadas ocupa os topos da capela-mor e nave, dispostos em duas amplas arcadas, que abrigam quer a tribuna do altar-mor, quer o arco triunfal e os altares colaterais, (Vergílio Correia, «Diário de Coimbra»)."
P.S.- Obtive estas informações através da comunidade de Samodães, a quem agradeço a colaboração.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
A "Adega do Olho"
- Porto -
A
“Adega do Olho”, tem os dias contados, agora que foi vendido a uma imobiliária
estrangeira.
A
pressão urbanística e turística leva a que estes estabelecimentos históricos da
cidade, sejam «empurrados» para o encerramento.
Segundo
escreve Hélder Pacheco, a “Adega do Olho” é um verdadeiro monumento da cidade,
pleno de sentimento, lugar tripeiríssimo, autêntico e profundo.
Fui
lá almoçar, esta quinta-feira (20/4/17), a ementa era composta por tripas à
moda do Porto, talvez o prato mais famoso da casa (servido às quintas e
sábados), solha frita e costeleta. Sobremesas várias.
Para
a mesa vieram as tripas, acompanhadas por verde branco, da casa, a sobremesa uma
rabanada para dois (cuidados com o açúcar!). A refeição estava uma delícia.
O
ambiente da casa, simples mas muito asseado. A casa esteve sempre cheia.
A
conta fez-se logo ali, na toalha, e como dizia alguém ao lado, com preços à moda
antiga. Tripas, pão, bebida, 1 sobremesa e 2 cafés, foram 11,80€.
A
“Adega do Olho”, situa-se na Rua Afonso Martins Alho, entre as Ruas das Flores
e Mouzinho da Silveira, no centro histórico do Porto.
Ler
também, sobre este assunto, aqui.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Feira e Festas de S. Miguel 2016
- Cabeceiras de Basto -
A feira de S. Miguel, é um
acontecimento que data da Idade Média, mas foi D. Dinis que lhe atribuiu
importância e a engrandeceu, tornando-a numa das mais famosas de Portugal.
Começou por ser uma feira franca e foi sempre muito concorrida por forasteiros
que a animavam desde o alvorecer do dia 20 até ao dia 30 de Setembro.
O comércio desenvolveu-se
extraordinariamente. Aqui se vendiam as mantas de barroso, o gado bovino e
cavalar, mas com o rodar dos séculos, transformou-se também num parque de
diversões.
O dia 28 é o dia do grande
arraial minhoto que se propaga pela noite dentro, dando lugar às festas da vila
no dia 29, dia do padroeiro, Arcanjo São Miguel, notando-se a vistosa e rica
procissão, uma das mais afamadas do Minho.
A Feira de S. Miguel teve sempre
imensa fama, sobretudo no século XIX, em que muitos forasteiros de diversos
concelhos circunvizinhos aqui vinham para armar as suas barracas de comércio.
Tal a sua importância, que Camilo Castelo Branco a imortalizou em várias
páginas dos seus romances, com numerosas referências. É o caso dos romances
«Mistérios de Fafe», «Eusébio Macário», o conto «Como ela o amava» e ainda as
célebres «Novelas do Minho».
Para a maioria dos cabeceirenses,
a feira e festas tiveram sempre um significado especial. A feira representava o
diferente, tudo aquilo o que permitia esquecer por uma hora ou por alguns dias,
a rotina do quotidiano e ansiar pelo ano seguinte. A feira anual trazia
utensílios requintados que não se vendiam no comércio local, como cutelarias ou
instrumentos musicais ou roupa e calçado de melhor qualidade. Trazia as
barracas dos jogos e os divertimentos. Faziam-se brincadeiras dignas de ser
comentadas todo o ano. Montavam-se barracas de comidas e bebidas onde se podiam
comer géneros frescos e a doçaria mais requintada. A feira, tal como a romaria,
permitia à mulher a evasão que nas aldeias só lhe era proporcionada pelo ritual
religioso, enquanto que os homens tinham oportunidade de tomarem contacto com o
mundo exterior através dos mercados mensais. Em Cabeceiras de Basto, este era o
único momento e local onde as mulheres exerciam uma função social e eram
respeitadas por todos.
Para o imaginário infantil ou
adolescente, a feira era os bonecos, os carrinhos, as gaitas, os peões, era,
sobretudo a atenção dos adultos.
No mundo rural, todas as distrações
andavam ligadas ao convívio entre os dois sexos. As feiras e as romarias eram
normalmente assinaladas por bailes, cantares e desgarradas. O espírito da festa
parece continuar vivo, para a maioria dos habitantes, enredado na diversidade
da região e modulado no decurso dos anos que passam.
Em Cabeceiras de Basto, em torno
da feira agregaram-se as “festas do concelho” e hoje, esta terra de
características minhotas e frequentes costumes transmontanos, continua a ser
durante dez dias, palco de um dos maiores pontos de encontro desta vasta
região.
http://cabeceirasdebasto.pt/turismo-festas-turismo-festas-do-concelho
http://cabeceirasdebasto.pt/turismo-festas-turismo-festas-do-concelho
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Wolfgang Schäuble
O homem que DIZ O QUE QUER DIZER, MAS QUERENDO APARENTAR QUE NÃO ERA BEM ISSO QUE QUERIA DIZER !!!
Wolfgang Schäuble é um político alemão do partido União
Democrata-Cristã. É desde 22 de novembro de 2005 o Ministro das Finanças da
Alemanha.
Descodificando o nome desta «figura»:
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Festas de São João
- Porto -
O São João do Porto é a «festa maior» da cidade.
O auge dos festejos acontece na noite de 23 para 24 de Junho.
Preparativos para a GRANDE NOITADA ...
O São João do Porto é a «festa maior» da cidade.
O auge dos festejos acontece na noite de 23 para 24 de Junho.
Preparativos para a GRANDE NOITADA ...
Balões
Manjericos
Sardinhas
Alho-Porro
Martelinhos
Fogo-de-artifício, no rio Douro
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